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Abraão (Personagem Bíblico)

Autor: Equipa knoow.net

Data de criação: 31/07/2008; Última actualização: 19/02/2014

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Resumo: Quem foi Abraão, quais as suas origens, qual a sua importâncias para as três principais religiões monoteístas...  ver mais

Palavras chave:  religião, católica, cristã

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Abraão (Personagem Bíblico)

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Quem foi Abraão

Abraão, que em hebraico significa ab (pai) + raham (multidão) = "pai da multidão", é o primeiro patriarca da Bíblia e dele se reclamam filhos todos os crentes das três grandes religiões monoteístas, nomeadamente o judaísmo, o cristianismo e o islamismo. Para todas estas religiões, Abraão é considerado como o grande exemplo de fé em Deus. No Antigo Testamento, quando um profeta ou mestre pretende um exemplo de alguém com confiança e fé inabalável em Deus, é Abraão que muitas vezes é apresentado.

Segundo o livro do Génesis, Abraão (nascido Abrão) era natural da cidade de Ur na Caldeia, uma localidade da Baixa Mesopotâmia e terá nascido no séc. XIX ou XVIII a.C., altura em que a Baixa Mesopotâmia e o Médio Eufrates eram dominados pelos Amorreus e a Alta Mesopotâmia pelos Urritas. Descendente directo de Sem, filho de Noé, Abraão era um homem abastado, e chefe de um clã semi-nómada que se dedicava à criação de gado e à agricultura sazonal.

De Ur terá partido com a sua mulher Sarai e restante família para norte, deslocando-se ao longo do vale do rio Eufrates, tendo-se fixado em Haran (ou Harã), principal cidade da Alta Mesopotâmia, a cerca de 800 km de distância. Os motivos desta mudança para Haran são desconhecidos havendo que aponte uma eventual invasão de Ur pelos Amorreus.

De Haran e já com 75 anos de idade, respondendo ao chamamento de Deus, Abrão seguiu, juntamente com a sua mulher Sarai e o seu sobrinho Lot, para Canaã na Palestina, a chamada "Terra Prometida", cerca de 650 km a sul de Haran. Nesse chamamento, Deus promete-lhe que ele seria pai de uma grande nação na condição de deixar a sua terra e partir para a Terra Prometida. Foi por essa altura que se deu nele uma grande transformação religiosa, tendo deixado de adorar o deus "Elohim" e passado a adorar "El-Chadai", que significa o "Todo Poderoso".

Chegado a Canaã, e após uma longa e perigosa viagem, Abrão e o seu clã ergue dois altares a Deus: um deles em Siquém e um outro num monte próximo de Betel. Algum tempo depois, quando uma violente fome assola a região, e vacilando na sua fé perante a incapacidade para ter filhos e vendo-se cercado pelos pagãos cananeus, Abraão decide abandonar a Terra Prometida e viajar para o rico e fértil Egipto.

No Egipto, Abrão revela alguma da sua personalidade controversa: com receio de ser morto por algum egípcio que lhe tentasse roubar a sua mulher Sarai, apresenta-a com sua irmã solteira e deixa-a ir quando esta é levada para a corte do faraó em troca de diversos animais e escravos. Descoberto o logro pelo faraó, este expulsa Abraão obrigando-o a voltar para a Terra Prometida, a região de Canaã.

Já em Canaã, Abraão entra em conflito com o seu sobrinho Lot pela posse de terras. Abrão terá então cedido a Lot, cedendo-lhe as terras mais férteis do Vale do Jordão e ficando para si com as terras mais áridas. Este episódio terá sido extremamente relevante pois leva Deus a reafirmar a sua promessa de que toda a Terra Prometida será dada a Abrão, alargando mesmo a promessa, dizendo-lhe que este, na altura ainda sem filhos, seria pai de uma descendência numerosa.

Após 10 anos na Terra Prometida, Abrão continuava sem filhos. Impaciente, e por sugestão de sua esposa, Sarai, Abrão toma a sua escrava egípcia Agar e concebe um filho que viria a ser chamado Ismael.

Volvidos mais 13 anos, Deus volta a surgir a Abrão repetindo-lhe as promessas de terra e de descendência. É então que o seu nome é alterado para Abraão (alargando o significado do nome de "pai engrandecido" para "pai da multidão") e o de sua mulher de Sarai para Sara (que significa "princesa"). Nesse aparecimento, Deus promete a Abraão que ele e Sara terão um filho e que o mesmo se chamará Isaac. Um ano depois, quando Abraão contava já 100 anos e Sara mais de 90, nasce Isaac.

Logo depois, os ciúmes de Sara levam-na a exigir a Abraão que expulsasse a escrava Agar e o seu filho Ismael. Apesar da repulsa por esta exigência, por ordem de Deus, Abraão acaba por a acatar, expulsando Agar e Ismael para o deserto deixando-os a vaguear próximo de Bercheba.

 

A prova de fé

A grande prova de fé de Abraão é dada quando Deus lhe pede que sacrifique o seu filho Isaac. Inabalável na sua fé, Abraão levanta-se cedo, prepara a lenha para o sacrifício e, montado num burro, leva o seu filho e mais dois jovens criados para o local designado nos montes de Moriá. Chegados próximo do local, deixa os dois criados de guarda ao burro e continua com Isaac para um pouco mais além. Isaac carregava a lenha e Abraão o fogo e o cutelo. Já no local, quando Isaac questiona o pai sobre a razão pela qual não trouxeram um cordeiro para o sacrifício, Abraão terá respondido: "Deus providenciará quanto à rês para o holocausto, meu filho". De seguida Abraão ergue um altar sobre o qual coloca a lenha. Depois atou as pernas e os braços do filho e coloca-o em cima da pira. Apenas no último momento, quando, empunhando o cutelo, se preparava para matar o próprio filho, Deus intervém e diz "Não levantes a mão sobre o menino e não lhe faças mal algum, porque sei agora que, na verdade, temes a Deus, visto não me teres recusado o teu único filho".

Foi esta prova da sua fé inabalável, colocada à prova com o pedido de Deus para que sacrificasse o seu filho Isaac, que fez dele o patriarca de todos os crentes das três grandes religiões monoteístas.

 

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