Medicina / Ciências Médicas e da Saúde

Dissertações de Mestrado

 

Trabalhar a educação para a saúde nas escolas
Percepções de profissionais de saúde e de professores

 

Autor: Diana Filipa de Sousa Mota
Orientador: Preciosa Fernandes

 

Mestrado em Educação para a Saúde

Faculdade de Medicina

Universidade do Porto
 

 

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Trabalhar a educação para a saúde nas escolas

Resumo

A educação para a saúde (EpS) escolar tem sido uma aposta forte das políticas de saúde mundiais, reflectindo-se também a nível nacional, sobretudo a partir de 1997, com a criação da Rede Nacional de Escolas Promotoras de Saúde. Desde então, o Ministério da Educação tem vindo a procurar enquadrar esta área no currículo adaptando e reformulando normativos com o objectivo de promover a concretização de projectos de EpS na formação escolar dos alunos. As escolas e os professores vêem-se, assim, perante a exigência de novas funções necessitando, por um lado, de alargar e de aprofundar conhecimentos noutras áreas que não as da sua formação de base e, por outro, de estabelecer parcerias com os profissionais de saúde para, em conjunto, desenvolverem intervenções mais consistentes. É neste sentido que se justifica o estudo que desenvolvemos, e que tem como objectivo geral analisar a relação entre professores e técnicos de saúde que trabalham na área da EpS escolar, e como objectivos específicos: identificar percepções destes profissionais sobre a EpS e sobre a importância que atribuem ao seu papel nesta área; identificar elementos que facilitem e/ou dificultem a concretização de actividades de EpS em meio escolar; e caracterizar a relação que se estabelece entre os profissionais destes dois grupos no desenvolvimento desta área. Para a concretização destes objectivos foi utilizada uma metodologia qualitativa, realizando um estudo exploratório sobre a problemática em questão. Os dados foram recolhidos através de entrevistas semi-directivas a professores de uma escola e a uma profissional de saúde da equipa de saúde escolar que trabalha com a escola em questão, e de inquéritos por questionário de resposta aberta a estudantes (professores e profissionais de saúde) do Mestrado em EpS dasFaculdades de
Medicina e de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto. A análise de conteúdo foi a técnica utilizada para realizar a análise e a interpretação dos dados. O estudo permitiu constatar, entre outros aspectos, que ambos os profissionais percepcionam como muito importante o seu papel na concretização de dinâmicas de EpS escolar e reconhecem a necessidade de complementaridade de saberes. No que diz respeito aos factores que podem facilitar/ dificultar a implementação de actividades de EpS, os dados revelam ser a motivação e a colaboração entre os diferentes actores educativos (professores, técnicos de saúde, pais, …) factores facilitadores e a falta de formação específica e de recursos (humanos, temporais, materiais, …) elementos que dificultam a realização de dinâmicas nesta área. Em síntese, fica patente a necessidade de haver um fortalecimento das relações entre estes dois grupos profissionais, tendo sido possível compreender alguns pontos que necessitam de ser trabalhados e melhorados nesta área de formação escolar não só pelas instituições (escolas e centros de saúde) mas também pelos profissionais que nesta área trabalham.

 

Palavras chave:

 

Índice

Resumo

Abstract

Resumè

Agradecimentos

Lista de Abreviaturas e Siglas

Índice Geral

Índice de Figuras, Índice de Quadros e Índice de Anexos

Introdução

Capítulo I. Opções e Procedimentos Metodológicos

Notas introdutórias

I.1. Da problemática ao objecto de estudo
I.2. Objectivos e questões da investigação
I.3. O paradigma qualitativo de investigação

I.3.1. O estudo exploratório

I.3.2. Técnicas de recolha de informação

I.3.2.1. A entrevista semi-estruturada
I.3.2.2. O inquérito por questionário

I.3.3. Técnicas de tratamento de informação

I.3.3.1. A análise de conteúdo

Capítulo II. A Educação na transição do século XX para o século XXI

Notas introdutórias

II.1. Princípios e fundamentos da Educação

II.2. A escola enquanto instituição formadora: de uma visão tradicional até à visão sócio-crítica

II.3. Exigências que se colocam às escolas e aos professores

Capítulo III. A saúde no novo milénio: uma abordagem holística, um objectivo para todos

Notas introdutórias

III.1. Um conceito positivo de Saúde

III.2. Modelos de concepção de saúde: da patogénese à salutogénese
III.3. A promoção da saúde como estratégia para uma saúde global
III.4. Promoção da saúde e educação para a saúde: que relações

Capítulo IV. A educação para a saúde nas escolas

Notas introdutórias

IV.1. A criação e o desenvolvimento das escolas promotoras de saúde
IV.2 Enquadramento da EpS no Sistema Educativo Português: uma análise dos diplomas legais

IV.2.1. Alguns dados sobre a educação para a saúde nas escolas portuguesas

IV.3. Uma intervenção em equipa da educação para a saúde em contexto escolar

IV.3.1. A interdisciplinaridade como abordagem para a EpS na escola
IV.3.2. O trabalho em equipa na EpS: possibilidades e limitações

Capítulo V. Dos procedimentos metodológicos à apresentação dos dados

Notas introdutórias

V.1. Procedimentos metodológicos

Notas Introdutórias

V.1.1. Caracterização de sujeitos participantes no estudo

V.1.1.1. Caracterização dos professores
V.1.1.2. Caracterização dos profissionais de saúde

V.2. Apresentação interpretativa dos dados

Notas Introdutórias

V.2.1. O ponto de vista dos professores

V.2.1.1. Percepções

V.2.1.1.1 Importância do papel dos professores na EpS

V.2.1.1.2. Importância do papel dos P.S. na EpS

V.2.1.1.3. Modelo actual de EpS

V.2.1.1.4. Importância da formação dos profissionais em EpS
V.2.1.1.5. Intervenientes que devem participar na formação em EpS
V.2.1.1.6. Abordagem da EpS no currículo escolar

V.2.1.2.Elementos que favorecem ou dificultam a implementação de dinâmicas de EpS

V.2.1.2.1. Elementos que favorecem a implementação de dinâmicas em EpS
V.2.1.2.2. Elementos que dificultam a implementação de dinâmicas de EpS

V.2.1.3. Práticas de trabalho em EpS

V.2.1.3.1. Práticas interdisciplinares e em equipa
V.2.1.3.2. Práticas individuais de trabalho
V.2.1.3.3. Factores que contribuem para práticas de trabalho interdisciplinar e em equipa

V.2.1.3.4. Factores que dificultam práticas de trabalho interdisciplinar e em equipa

V.2.2. O ponto de vista dos P.S

V.2.2.1. Percepções

V.2.2.1.1 Importância do papel dos professores na EpS

V.2.2.1.2. Importância do papel dos P.S. na EpS

V.2.2.1.3. Modelo actual de EpS
V.2.2.1.4. Importância da formação dos profissionais em EpS
V.2.2.1.5. Intervenientes que devem participar na formação em EpS
V.2.2.1.6. Abordagem da EpS no currículo escolar

V.2.2.2.Elementos que favorecem ou dificultam a implementação de dinâmicas de EpS

V.2.2.2.1. Elementos que favorecem a implementação de dinâmicas em EpS
V.2.2.2.2. Elementos que dificultam a implementação de dinâmicas de EpS

V.2.2.3. Práticas de trabalho em EpS

V.2.2.3.1. Práticas interdisciplinares e em equipa
V.2.2.3.2. Práticas individuais de trabalho
V.2.2.3.3. Factores que contribuem para práticas de trabalho interdisciplinar e em equipa

V.2.2.3.4. Factores que dificultam práticas de trabalho interdisciplinar e em equipa

V.2.3. Entrelaçando discursos: uma síntese das ideias principais

V.3. Considerações Finais

Bibliografia
Anexos

 

 

Trabalho completo