Psicologia

Teses de Doutoramento

 

A filosofia da linguagem em Platão
Autor: Ribeiro, André Antônio
Orientador: Paviani, Jayme

 

Tese de Doutoramento em Filosofia

 

Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas

 

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A filosofia da linguagem em Platão

 

Índice

Introdução

Capítulo I - As concepções de linguagem pré-platônicas

1.1 Sofistas e retórica

1.2 Górgias

1.3 Protágoras

1.4 O poema de Parmênides

1.5 A teoria referencial da linguagem

Capítulo II - O Crátilo

Introdução

2.1 A tese convencionalista

2.2 As etimologias

2.3 A tese naturalista

Capítulo III - O Parmênides

Introdução

3.1 A Teoria das Idéias como resposta ao paradoxo de Zenão

3.2 As aporias da teoria das Idéias

3.3 Interpretação do significado do exercício dialético

3.4 As 8 hipóteses sobre o Uno

3.5 Conclusões particulares de cada Hipótese 

3.6 Conclusão geral da segunda parte do Parmênides

Capítulo IV - O Sofista

Introdução

4.1 As definições de sofista

4.2 O método de refutação (elenchus) socrático

4.3 O sofista como produtor de imagens faladas

4.4 Análise do Não-Ser 

4.5 Problema da falsidade

4.6 As doutrinas do Ser

4.7 "Como pode algo ter vários nomes": sumploke eidolon

4.8 Os "gêneros mais importantes" 

4.9 O Não-Ser como Outro

4.10 A comunhão das Idéias e o discurso

Considerações finais - O Timeu e a linguagem como analogia

Introdução

A analogia como princípio estrutural do mundo

A linguagem como analogia

Referências bibliográficas

 

 

Resumo

Na filosofia da Platão, as Idéias são postuladas para serem a referência extralingüística objetiva que garantiria a significabilidade da linguagem. O problema é que, tal como apresentada nos diálogos República e Fédon, a Teoria das Idéias tem graves inconsistências, sendo a não menos importante o fato de não explicar como as Idéias se relacionam com o mundo sensível, o que é o mesmo que dizer que elas são incognoscíveis. Platão, através de uma crítica à sua própria Teoria das Idéias e às concepções de linguagem defendidas pelos sofistas, reformulará, em aspectos importantes, a sua Teoria. O que queremos enfatizar neste trabalho é que, para essa reformulação, Platão utilizará a linguagem, tal como a usamos no dia-a-dia, como paradigma para resolver os problemas da Teoria das Idéias, de modo que ela possa, sem aporias, ajudar no entendimento das diferenças entre linguagem significativa e não-significativa. Ou seja: tentaremos mostrar que, se a Teoria das Idéias foi postulada para garantir a significação lingüística, a linguagem, por sua vez, servirá como modelo para ajudar a mesma Teoria a superar seus problemas.


 

Trabalho Completo:
A filosofia da linguagem em Platão