Ciências Económicas e Empresariais

Gestão

 

Conceito de Autonomia Financeira

 

Autor: Paulo Nunes (Economista, Professor e Consultor de Empresas)

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Data de criação: 24/04/2009

Resumo: O que é a autonomia financeira; de que depende o  grau de autonomia financeira; como calcular o grau de autonomia financeira; autonomia financeira e rendibilidade...  ver artigo completo

Palavras chave:  gestão, solvabilidade, indicador financeiro

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Autonomia Financeira

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Conceito de Autonomia Financeira

A autonomia financeira indica a parte das aplicações totais da empresa, nomeadamente aplicações em bens de investimento, aplicações financeiras, aplicações em stocks, crédito concedido a clientes, etc., que foi financiada por capitais detidos pela própria empresa, isto é, os chamados capitais próprios. Este conceito é extremamente útil na avaliação de risco financeiro de longo prazo na medida em que fornece informação sobre a estrutura financeira da empresa e sobre a sua capacidade em cumprir para com os seus compromissos financeiros de longo prazo. De facto, quanto maior for a autonomia financeira, maior será a parte das suas aplicações que está a ser financiada por capitais próprios e, consequentemente, menor será a parte que está a ser financiada com recurso a financiamento externo ou dívida, ou seja, menor será o grau de endividamento da empresa.

O maior ou menor grau de autonomia financeira de uma empresa é consequência directa de três factores principais:

. níveis de lucratividade da empresa: quanto maior forem os lucros gerados pela actividade, maior será a acumulação de capitais próprios e maior será a sua capacidade de autofinanciamento, contribuindo directamente para aumentar a autonomia financeira;

. política de investimentos e de financiamentos: uma empresa com uma política de investimentos agressiva e que recorra a fontes de financiamento externas para os financiar terá tendência a uma menor autonomia financeira;

. tipo de actividade desenvolvida: as aplicações em investimentos de uma empresa industrial de capital intensivo ou numa empresa comercial com grandes quantidades de stock de mercadorias em armazém, são maiores do que numa empresa de serviços, por exemplo, levando a uma maior necessidade de financiamento externo e, portanto, a um nível de autonomia financeira menor.

Uma das razões para que as empresas acedam a fontes de financiamento externo é a possibilidade de alavancagem financeira, isto é, a possibilidade de aumentar a rendibilidade dos seus capitais próprios por recurso à dívida. Tal é possível sempre que a rendibilidade dos investimentos a efectuar seja superior ao custo financeiro de financiamento. Contudo, a realização de investimentos com recurso a financiamento externo reduz os níveis de autonomia financeira e consequentemente aumenta o risco de incumprimento a longo prazo e até mesmo de insolvência. Cabe assim aos decisores encontrarem um situação de compromisso entre o risco financeiro do endividamento e o acréscimo de rendibilidade que este poderá proporcionar.

Dado que, como referido antes, a autonomia financeira indica a parte das aplicações totais da empresa financiada por capitais detidos pela própria empresa, para avaliar o grau de autonomia financeira é geralmente utilizador um indicador financeiro que compara os Capitais Próprios com os Activos detidos pela empresa.

Assim, AF = CP / A

em que AF significa Autonomia Financeira, CP os capitais próprios da empresa e A os Activos (ou aplicações) utilizados pela empresa.